Nº de páginas: 288
Comprei esse livro em janeiro deste ano e fiquei enrolando para ler. Decidi então tirar a poeira e começar a entender o que Baddeley quer transmitir em suas palavras. Gostaria de compartilhar isso com aqueles que quiserem, e se não quiserem, gostaria assim mesmo de registrar minhas observações, como uma forma de reforçar aquilo que vou lendo nas páginas. (E claro que eu tinha que postar uma foto minha com o livro =p)
Comprei esse livro em janeiro deste ano e fiquei enrolando para ler. Decidi então tirar a poeira e começar a entender o que Baddeley quer transmitir em suas palavras. Gostaria de compartilhar isso com aqueles que quiserem, e se não quiserem, gostaria assim mesmo de registrar minhas observações, como uma forma de reforçar aquilo que vou lendo nas páginas. (E claro que eu tinha que postar uma foto minha com o livro =p)
No prefácio, o autor define o gótico como sendo, além de uma subcultura, estética e gênero literário, uma perspectiva filosófica. Gostei dessa forma de definir o termo gótico (e em um próximo post utilizarei essas definições para reforçar tal significado, de forma mais ampla), já que ele vai muito além das aparências e significa muito mais sentimento e percepção. Muitos têm uma visão distorcida do que vêm a ser gótico, como se fossem pessoas que usam preto e escutam determinadas músicas. O gótico, novamente citando o autor (mas com minhas palavras), é o caos do oposto, é a beleza do bizarro, é a escuridão nas coisas claras, o sangue representando o amor e as trevas caindo do céu como uma linda chuva num dia de verão.
Luxúria, platonismo, sofrimento amoroso, tavernas, bebidas, lua, madrugada, cemitério, romantismo, introspecção, horror, necrofilia, sangue, languidez, fragilidade. Alguns de tantos os elementos que ajudam a compor o gótico. Mas eles nada são se não há alguém que os consiga sentir de uma forma intensa e calma ao mesmo tempo.
O autor cita Joseph Thomas Sheridan Le Fanu (1814 - 1873) (romancista gótico irlandês influente na era Vitoriana - na foto ao lado), ao mencionar a opinião deste em relação ao gótico como sendo uma visão de mundo.Um dos seus livros escritos foi Carmilla, cuja personagem foi a primeira vampira da literatura (1872). Forjava uma situação para ser convidada a passar uns dias na casa da vítima que atacava à noite, pelo sonho, e sugava-lhe lentamente o sangue. Bram Stoker manteve essa característica sedutora em Drácula, pois ele atacava Lucy de modo similar e sugou a vida da moça até transformá-la num vampiro. Joseph criou o erótico associado ao vampiro.
As versões para o cinema foram:
- Vampyr (1932) do diretor dinamarquês Carl Dreyer
- Et Mourir de Plaisir (Rosas de Sangue) - dirigido por Roger Vadim
Para ler mais sobre o livro, visite esta página.
Além de Le Fanu, outro autor citado é James Thomson (1700 -
1748) (à direita), um poeta escocês
Um de seus poemas, The Seasons (1730), "é um dos mais antigos, longos e refinados poemas naturais em língua inglesa. Com mais 5500 linhas o poema celebra e explora a variedade da natureza, a inteligência e a sensibilidade humanas, e o poder de Deus. Thomson trata cada estação em sucessão, descrevendo os seus efeitos no sistema solar, na vida e na paisagem." (Skoob)
Conheça mais sobre sua vida e seus poemas aqui.
As versões para o cinema foram:
- Vampyr (1932) do diretor dinamarquês Carl Dreyer
- Et Mourir de Plaisir (Rosas de Sangue) - dirigido por Roger Vadim
Para ler mais sobre o livro, visite esta página.
Além de Le Fanu, outro autor citado é James Thomson (1700 -
1748) (à direita), um poeta escocês
Um de seus poemas, The Seasons (1730), "é um dos mais antigos, longos e refinados poemas naturais em língua inglesa. Com mais 5500 linhas o poema celebra e explora a variedade da natureza, a inteligência e a sensibilidade humanas, e o poder de Deus. Thomson trata cada estação em sucessão, descrevendo os seus efeitos no sistema solar, na vida e na paisagem." (Skoob)
Conheça mais sobre sua vida e seus poemas aqui.
Como se pode ver, os autores citados se vestiam conforme sua época, sem necessidade de uma imagem chocante, como nos dias de hoje. Mas este assunto fica para um próximo post.


